Leon - Nicarágua
Léon foi paixão à primeira vista! O calor e a humidade quase não me deixam respirar mas a fotogenia das pessoas e da cidade fazem com que ignore as gotinhas de suor que me escorrem por todo o corpo e dispare a minha câmara fotográfica como se não houvesse amanha. São os rapazes latinos com a brilhantina no cabelo, as vendedoras, a banda que toca pela rua principal, os velhos que dançam na praça, os murais que retratam a luta sandinista e os mártires que não serão esquecidos. Desta vez fiquei só uma manha mas queria ficar mais tempo para descobrir todas as histórias que esta gente e estas casas têm para contar.

Costa Rica - Vulcão Arenal
O vulcão Arenal está coladinho à cidade de La Fortuna, assim designada porque sobreviveu à última grande erupção deste, há cerca de 40 anos. O Arenal é um dos vulcões activos da Costa Rica, com emissões de lava que se podem observar ao anoitecer mas a kms de distância, ao contrário da incrível experiencia do Pacaya na Guatemala em que fiquei a metros da lava. Talvez numa tentativa de compensar esta aparente falta de adrenalina, o guia explica-nos que se ocorrer uma grande erupção o fluxo de lava irá muito provavelmente bloquear as duas estradas que permitem entrar e sair da cidade, o que faz com que aumente o respeito por aquela montanha que domina toda a paisagem de La Fortuna.

Costa Rica Vida Selvagem - verde, verde, verde !!!!
Paisagem verde é sinónimo de chuva, muita chuva! Apesar do pais estar a atravessar uma época de quase seca e as barragens terem cotas muito baixas, na minha primeira semana de Costa Rica apanhei com grandes chuvadas, daquelas em que ficamos molhados até aos ossos…
Praticamente metade do país é considerado Parque Natural e os Ticos (naturais da Costa Rica) procuram um equilíbrio entre protege-lo e explora-lo simultaneamente.
Uma experiencia que recordo foi quando estava a andar de lancha à noite num pântano em Tortuguero, escuridão total, a lua estava tapada pelas nuvens e as luzes dos resorts eram abafadas pelas imensas arvores que os rodeiam, o rapaz para a lancha perto da vegetação e acende uma lanterna apontando-a para a água: vêem-se dezenas de pares de olhinhos brilhantes (jacarés, crocodilos e afins) mesmo ali a uns escassos palmos da pequena lancha!
Praticamente metade do país é considerado Parque Natural e os Ticos (naturais da Costa Rica) procuram um equilíbrio entre protege-lo e explora-lo simultaneamente.
Uma experiencia que recordo foi quando estava a andar de lancha à noite num pântano em Tortuguero, escuridão total, a lua estava tapada pelas nuvens e as luzes dos resorts eram abafadas pelas imensas arvores que os rodeiam, o rapaz para a lancha perto da vegetação e acende uma lanterna apontando-a para a água: vêem-se dezenas de pares de olhinhos brilhantes (jacarés, crocodilos e afins) mesmo ali a uns escassos palmos da pequena lancha!
Panamá - Cidade de Panamá
Cidade do Panamá é uma estranha mistura entre o antigo - colonial e tipicamente latino e o actual - torres e mais torres de betão que nada têm a ver com cultura latina. Esta é a imagem que resulta da injecção de grandes quantidades de dólares no país, dinheiro proveniente do Canal do Panamá.
Tive a sorte de visitar a Ciudad Vieja num Domingo. Estava montada uma feirinha com comidas típicas, artesanato e um sarau de crianças dançarinas que com os seus trajes coloridos bailaram cumbias e afins. Tive também a sorte de me cruzar com pessoas interessantes que tiveram a amabilidade de dispensar uns minutos do seu dia para trocar dois dedos de conversa comigo – desde o chef Panamense que já tinha estado em Portugal quando fez a peregrinação no Caminho do Santiago e se recordava de ter comido enguias e bebido bom vinho, até ao Chileno, dono de uma loja de recuerdos que me deu abrigo quando de repente caiu uma chuvada descomunal e entre umas colheradas de gelado e um café se falou entre os diferentes países que estavam ali representados.
Foi um dia rico para uma viajante solitária.
Tive a sorte de visitar a Ciudad Vieja num Domingo. Estava montada uma feirinha com comidas típicas, artesanato e um sarau de crianças dançarinas que com os seus trajes coloridos bailaram cumbias e afins. Tive também a sorte de me cruzar com pessoas interessantes que tiveram a amabilidade de dispensar uns minutos do seu dia para trocar dois dedos de conversa comigo – desde o chef Panamense que já tinha estado em Portugal quando fez a peregrinação no Caminho do Santiago e se recordava de ter comido enguias e bebido bom vinho, até ao Chileno, dono de uma loja de recuerdos que me deu abrigo quando de repente caiu uma chuvada descomunal e entre umas colheradas de gelado e um café se falou entre os diferentes países que estavam ali representados.
Foi um dia rico para uma viajante solitária.
Panamá - Bocas del Toro
Bocas del Toro, grupo de ilhas do Panamá na costa do caribe. Mais um dos sítios que vive de/para o turismo.
Cheguei à ilha Cólon já de noite depois de um percurso de lancha a alta velocidade. À saída da lancha, um grupo de rapazes espera os turistas e não nos largam enquanto não dizemos em que hotel vamos ficar e se garantirmos já uma das variadas viagens / excursões que nos permitem ver golfinhos, tartarugas, estrelas do mar, pássaros, praias desertas e mais, muito mais…
É o paraíso natural, sem dúvida mas vem acompanhado de uma ilha bem pequena que consiste numa rua principal onde estão muitos dos hotéis, supermercados, restaurantes e bares da ilha. No segundo dia já muita gente sabia que eu era a rapariga portuguesa e muitos mesmo o meu nome, perguntavam-me porque não ia ás festas no bar da esquina (musica reggae e charros não é a minha onda), convidavam-me para passeios particulares a ilhas desertas, com direito a massagens e uns passinhos de dança,….
Muito rapidamente fiquei claustrofóbica e nem o prazer de ver tartarugas e paisagens de um verde e azul lindíssimos me convenceram a ficar mais tempo. Sítios pequenos não são para mim.
Cheguei à ilha Cólon já de noite depois de um percurso de lancha a alta velocidade. À saída da lancha, um grupo de rapazes espera os turistas e não nos largam enquanto não dizemos em que hotel vamos ficar e se garantirmos já uma das variadas viagens / excursões que nos permitem ver golfinhos, tartarugas, estrelas do mar, pássaros, praias desertas e mais, muito mais…
É o paraíso natural, sem dúvida mas vem acompanhado de uma ilha bem pequena que consiste numa rua principal onde estão muitos dos hotéis, supermercados, restaurantes e bares da ilha. No segundo dia já muita gente sabia que eu era a rapariga portuguesa e muitos mesmo o meu nome, perguntavam-me porque não ia ás festas no bar da esquina (musica reggae e charros não é a minha onda), convidavam-me para passeios particulares a ilhas desertas, com direito a massagens e uns passinhos de dança,….
Muito rapidamente fiquei claustrofóbica e nem o prazer de ver tartarugas e paisagens de um verde e azul lindíssimos me convenceram a ficar mais tempo. Sítios pequenos não são para mim.
GUATEMALA - Vulcão PACAYA
Ainda em Antigua decido subir ao vulcão Pacaya com um guia local. O Pacaya é um dos 4 vulcões activos da Guatemala. Tem erupções contínuas e a subida de 2 horas é algo exigente principalmente para mim que estou com o pé torcido.
A paisagem é magnífica, tiro fotografias como se não houvesse amanha à medida que me aproximo do topo. Subimos até ficar a metros da lava que escorre da cratera. Os restantes turistas tiram fotografias enquanto assam espetados em paus bananas ou marshmellows vendidos no início da subida, para se aproveitar o calor da lava mesmo ali ao lado.
A lava onde colocamos os pés tem 4 dias de idade e começo a apanhar amostras ajudada pelo guia, que muito rapidamente me enche uma mochila com os exemplares mais bonitos. Todos gozam comigo por fazer a dura descida carregada com “pedras” mas eu estou mais feliz que nunca, afinal de contas acabo de ter uma das mais incríveis experiencias e provavelmente irrepetível em outro lugar do mundo, estar a 1 metro de lava que escorre de um vulcão activo.
Ainda bem (ou não) que por aqui ainda não se aplicam regras de segurança e pude ter esta oportunidade de desfrutar da natureza no estado quase selvagem. Este é o grande forte de toda a Guatemala. Ainda não chegaram cá as grandes multidões e os turistas de “pacote” que arrastam consigo pesadas infra-estruturas que destroem toda esta beleza natural.
Vulcões Fuego, Acatenango e Agua
Vulcão Fuego
GUATEMALA - Antigua
Setembro 2009
Aterrei na Guatemala e segui directo para Antigua. É uma cidade pequena mas cheia de historia, património Mundial da Unesco, que fica a 30 minutos de autocarro da capital Cidade da Guatemala, esta última a evitar, uma vez que os índices de criminalidade (de todos os tipos) são assustadores e capazes de demover até o mais aventureiro dos viajantes.
Antigua é uma das cidades mais castiças da América Central, uma óptima porta de entrada para quem vem da Europa uma vez que toda ela está estruturada para receber os turistas, cidade onde o asfalto foi substituído por um bonito empedrado, ideal para torcer pés (coisa que fiz logo no 2º dia de viagem e me obrigou a tomar analgésicos durante os 30 dias seguintes) e cidade onde dancei as melhores salsas de toda a minha viagem (mesmo com o pé torcido, hein!!).
Antigua é uma das cidades mais castiças da América Central, uma óptima porta de entrada para quem vem da Europa uma vez que toda ela está estruturada para receber os turistas, cidade onde o asfalto foi substituído por um bonito empedrado, ideal para torcer pés (coisa que fiz logo no 2º dia de viagem e me obrigou a tomar analgésicos durante os 30 dias seguintes) e cidade onde dancei as melhores salsas de toda a minha viagem (mesmo com o pé torcido, hein!!).
A cor dominante nas igrejas e demais monumentos é o amarelo e o ponto de encontro de turistas e locais faz-se na praça central. É lá que as vendedoras vestidas com trajes tradicionais hiper coloridos e com combinações de cores impensáveis para uma mulher europeia, me assediam com os seus produtos de artesanato: pulseiras, brincos, lenços e tudo o mais. O artesanato em si não me cativa mas a minha maquina fotográfica fica deliciada com todas as cores, cabelos e feições indígenas, os bebes que as mães carregam enrolados em panos ou pela mão, a coqueteria das adoslecentes com as fardas da escola e a brilhantina no cabelo dos rapazes.
Antigua está rodeada por vulcões. O dominante na paisagem é o Agua, imponente e pano de fundo da maioria das fotografias, mas Acatenango e Fuego também são visíveis.
O passatempo preferido por estas bandas é sentar no banco de jardim e ficar a ver quem passa, conversar com os locais e beber uma cerveja Gallo geladinha ao final da tarde.
Para visitar esta cidade é bom vir com calma, para entrar no ritmo dos guatemaltecos (ou chapines, como eles se chamam entre si), desfrutar o máximo da sua companhia e dar tempo para nos habituarmos ao sorriso sincero desta gente, uma vez que daqui para a frente na viagem a tendência é para ver cada vez mais e mais sorrisos. Guatemala é o país dos sorrisos.
Antigua e vulcão Agua
Vendedoras na Praça Central
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